Martes, 11 de Diciembre de 2018

Acusado de participar en la tentativa de golpe

O repórter paraguaio da agência AFP (Agence France Presse), Hugo Ruiz Olazar, foi acusado pelo governo do Paraguai de participar da tentativa fracassada de golpe contra o presidente Luis Gonzalez Macchi, ocorrida na semana passada. Segundo matéria de Jose Maria Amarilla [Reuters, 21/5/00], Olazar também trabalha para o jornal paraguaio ABC Color e para o Clarín, principal jornal argentino.

O jornalista publicou uma reportagem na edição de domingo do ABC Color insinuando que a revolta foi uma farsa montada pelo governo para que pudesse declarar estado de sítio; obtendo, assim, poderes ilimitados para reprimir protestos e para levar a termo privatizações fraudulentas de diversas empresas estatais.

 
Olazar afirma que não fez nada de errado. "Apenas cobri eventos como deveria, colocando os dois lados da história na reportagem", disse. No entanto, Jaime Bestard, chefe do gabinete, afirmou à CNN que o repórter "estava ligado às organizações que lideraram o ataque". "Há provas contra ele, além de suas opiniões jornalísticas, que demonstram seu posicionamento contra o governo, ou, absurdamente, ele está aplicando um golpe contra si mesmo", disse Bestard.
 
Ruiz Olazar foi o único jornalista paraguaio que conseguiu publicar uma entrevista com Lino Oviedo, antigo líder do exército do país, acusado de dirigir a operação sufocada no dia 19 de maio e de organizar o assassinato do vice-presidente Luis Argana, em março do ano passado.
 
O estado de sítio autorizado pelo Congresso dá ao presidente 30 dias para prender qualquer suspeito de participação na revolta. Permite também a suspensão de qualquer liberdade de movimento dos cidadãos e o abafamento de protestos e aglomerações públicas.
 
Entre sexta-feira e sábado [19 e 20/5], o governo prendeu em torno de 80 oficiais do exército, 22 policiais e, no mínimo, 12 civis.

Publicado en Observatorio da Imprensa
Viernes, 26 de mayo del 2000